Pular para o conteúdo principal

O Divã

Desde que eu era uma menina, minha mãe sempre dizia para mim que ir a um divã era um castigo se eu me comportasse mal. Então, agora que eu sou maior de idade e tenho a possibilidade de decidir se quero ir ou não, eu fico com a sensação de que ir é como aceitar que tenho feito algo mal, e apesar de que eu já o pensei e quero ir, eu não me sinto confortável indo lá. Eu acho que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física, e por isso é muito importante ir a um divã ou buscar ajuda.

Eu acho que os relacionamentos hoje em dia são muito mais complexos, porque a modernidade e o pensamento das pessoas têm mudado muito nos últimos anos. Quando nós vemos os relacionamentos que as pessoas tinham antes, podemos ver todo ou a maioria do que nós não queremos, e eu acho que hoje em dia estamos em busca da sinceridade e autenticidade. Não quero dizer que os relacionamentos de antes não tinham isso, mas eu acho que antes, as pessoas aceitavam uma relação porque foi mais visto como um compromisso, mas isso já mudou.

O que eu diria para a pessoa é que todos temos direito a passar tempo com diferentes pessoas e não podemos estar sempre com alguém específico. Além disso, todos temos diferentes necessidades e compromissos durante o dia, e é impossível dedicar todo nosso tempo só a uma pessoa. Eu acho que é uma questão de maturidade para entender e respeitar os relacionamentos das pessoas próximas a nós, e também para ser capaz de criar nossos próprios relacionamentos. 

Comentários

  1. Sinto muito saber disso. A família e os amigos são pilares importantes na nossa vida, mas conversar com um “desconhecido” que está ali para te ajudar a entender-se, pode ser uma grande passo nessa contemporaneidade, em que as relações parecem ser cada mais mais descartáveis.
    E pode que não seja no primeiro divã que encontre as suas respostas. Como tudo na vida, isso é um processo.
    Saber impôr seus limites e entender que todos temos espaços personais é uma das coisas mais difíceis de se aprender (e ensinar).
    Continue no seu (bom) caminho :)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Bicho de 7 Cabeças

No princípio do filme, quando Neto ainda morava com os pais dele, o contexto social do filme era em um ambiente que não era o melhor, mas não era muito ruim. Os pais dele eram muito conservadores, e ele era uma pessoa jovem que queria ter diversão, e fazer isso independentemente das consequências foi o que fiz que a situação se tornara pior. As pessoas que fizeram que ele começara o uso da maconha, o consumo alcoólico e as práticas delinquentes foram os amigos dele. Quando Neto é internado em um manicômio, o contexto social muda, pois agora ele está isolado do mundo exterior e as pessoas com quem ele está internado são muito diferentes.  A relação de entre risco-benefício no contexto desse filme em relação aos tratamentos dos manicômios é uma situação  sta muito difícil. É verdade que Neto precisava do tratamento, mas o que passou no manicômio não era necessário. Eles não tinham a necessidade nem o direito de abusar contra os direitos humanos dele. Eu não tenho certeza de...

O Homem do Ano

  Qualquer reforma imposta pela violência não fará nada para corrigir o mal: o bom senso não precisa de violência. -Liev Tolstói A violência nem sempre é a melhor solução, mas algumas vezes pode se tornar a única solução. De qualquer forma, a violência nunca deixa de ser violência, mesmo que seja por sobrevivência. No filme, pode ser visto como a violência ajudo o Máiquel a salvar a vida dele e para ser mais respeitado por todos e depois também foi a causa dos problemas dele. Provavelmente, a violência no filme não era a única solução, mas foi a decisão do protagonista. Há um ditado em espanhol que diz “ Aquele que mata a vaca peca tanto quanto aquele que pega sua perna ”. Então, no contexto do filme, as pessoas que mandam matar são tão culpadas como a pessoa que mata. A primeira vez que Máiquel mata é para salvar a vida dele e sua ação poderia ser justificada até certo ponto, porque era isso o morrer. Mas, quando ele começa a trabalhar com as pessoas que lhe pedem que mate o...

Série 3%

Bom, dessa vez quero comentar sobre uma série que está na Netflix que gosto muito e também é boa para ouvir e ler, pois sempre coloco as legendas. Para ya entrar en el tema, trata de un mundo digamos post-apocalíptico y al mismo tiempo está la promesa de la vida útopica, pasando por una serie de prubas donde sólo el 3% de quienes lo presentan quedan, sólo tienes una oportunidad en toda a vida. Há vários aspectos interessantes para discutir, por exemplo gostei da questão que o último teste é desistir de ter filhos, por um lado é que todos têm o mesmo direito ao mesmo teste. Ao mesmo tempo, há algumas pessoas que são a oposição, é uma revolução que foi gerada ao longo dos anos como forma de crítica e anti-sistema do que se propõe, digamos, a norma. O lugar prometido chama-se Alta Mar, todo mundo mora na periferia, sobrevivendo, porque quase não tem comida, está tudo sujo, todo mundo se arruma como pode. Realmente não é muito diferente da nossa realidade, eles apenas colocam um pouco dife...