-Liev Tolstói
A violência nem sempre é a melhor solução, mas algumas
vezes pode se tornar a única solução. De qualquer forma, a violência nunca
deixa de ser violência, mesmo que seja por sobrevivência. No filme, pode ser
visto como a violência ajudo o Máiquel a salvar a vida dele e para ser mais
respeitado por todos e depois também foi a causa dos problemas dele. Provavelmente,
a violência no filme não era a única solução, mas foi a decisão do protagonista.
Há um ditado em espanhol que diz “Aquele que mata a
vaca peca tanto quanto aquele que pega sua perna”. Então, no contexto do
filme, as pessoas que mandam matar são tão culpadas como a pessoa que mata. A primeira
vez que Máiquel mata é para salvar a vida dele e sua ação poderia ser
justificada até certo ponto, porque era isso o morrer. Mas, quando ele começa a
trabalhar com as pessoas que lhe pedem que mate outras pessoas, todos os
envolvidos são criminosos, não importando que o Máiquel seja o matador.
A normalidade é algo relativo. A sociedade sempre diz
que temos que nos comportar de uma maneira em específico e se alguma pessoa faz
algo diferente, essa pessoa é mal vista. Mas, a sociedade cambia o tempo todo e
algumas coisas que antes eram impensáveis, agora são mais aceitadas por todos, como
o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por outro lado, também foram
padronizadas coisas que não deveriam ser normais, como a violência que vemos
todos os dias em todos os lados.
Este filme é baseado no livro da Patrícia Melo chamado
“O matador” (1995). Como em quase todas as adaptações, há algumas
diferencias entre o livro e o filme, mas a história é praticamente a mesma. Patrícia
Melo é seguidora do Rubem Fonseca, um escritor e roteirista de cinema
brasileiro, que fez a adaptação do livro em um roteiro e o filho dele dirigiu o
filme. Patrícia também utilizou um personagem do Rubem, o dentista, que torna Máiquel
em um matador.
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