Eu acho que o filme cumpre com as expectativas, tem bons personagens, uma trama impressionante; mas não considero que seja a melhor opção trasladar reflexão dele na vida das pessoas, é claro que todos querem atuar como o capitão ou ter a convicção de Mathias.
Falar sobre o “dever dos atos” é voltar à raiz da violência humana, se bem é certo que erradicar os crimes é impossível com abraços e beijos, os atos violentos deveriam ter claro o quê fazem: atentar contra os mesmos direitos que protegem, sim a consciência disso não pode-se ficar no mundo sim corrupção. O uso da violência legítima contra a violência abusiva(1) é o modo correto de atuar, sem colocar nomes ou caras na palavra violência, como inimigo ou aliado; só assim se atua com os meios morais precisos, porque, galera sem isso, as armas são a kriptonita dos humanos, que é o claro ejemplo no filme.
- Zaid, G. (2016). El progreso moral, Cronología del progreso (pp. 53 - 54). Debate.
Excelente reflexão, Eryck.
ResponderExcluirAcho que é um filme que fala da incoerência de algumas autoridades brasileiras. Parece que se você compra drogas livremente, o estado não pode puni-lo. Mas se você ver um garoto pobre vendendo drogas, ele corre o risco de ser punido e até preso.
ResponderExcluirÉ um retrato realista e fiel do mundo sombrio das favelas, parte da violenta cidade do Rio de Janeiro. Mostra com muita força a traição da violência excessiva por parte da polícia como única solução para lutar contra a vida crua nas favelas devido ao narcotráfico. E a verdade é a dureza das imagens, mas também é verdade que no fundo nos mostra que, de ambos os lados, o mal (os traficantes) e o bem (o sistema policial), não são tão diferentes e são os mesmos degradados e corruptos.
É uma crítica dura à classe burguesa que consome drogas. Mas também desperta sentimentos com danos colaterais, aquelas mortes de crianças e adolescentes que ajudam os traficantes e que também acabam sendo vítimas, sem saída.